O presidente Donald Trump prorrogou por um ano uma série de sanções contra a Rússia por causa da invasão da Ucrânia, citando ameaças contínuas à segurança nacional e à política externa dos EUA.
Um aviso divulgado pela Casa Branca em 27 de fevereiro confirma a continuação das medidas promulgadas pela primeira vez em 2014 e expandidas por meio de várias ordens executivas em várias administrações presidenciais.
“As ações e políticas abordadas nessas Ordens Executivas continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”, afirma o aviso. “Portanto, de acordo com a seção 202(d) da Lei de Emergências Nacionais (50 U.S.C. 1622(d)), estou dando continuidade por 1 ano à emergência nacional declarada na Ordem Executiva 13660.” O aviso está programado para publicação no Registro Federal e foi formalmente transmitido ao Congresso.
A emergência nacional foi inicialmente declarada em 6 de março de 2014 pelo presidente Barack Obama na Executive Order 13660, em resposta à invasão da Crimeia pela Rússia. A ordem declarou que as ações da Rússia minaram a soberania e as instituições democráticas da Ucrânia e representaram uma “ameaça extraordinária” à segurança nacional e à política externa dos EUA.
A Ordem Executiva 13660 estabeleceu as bases para medidas subsequentes, incluindo as Ordens Executivas 13661 e 13662, que ampliaram o escopo das sanções para atingir autoridades, entidades e setores-chave da economia russa à medida que o conflito se intensificava.
A decisão de Trump de estender a emergência nacional significa a continuidade da aplicação de sanções econômicas amplas, incluindo congelamento de bens, restrições financeiras e proibições de negócios com entidades e indivíduos russos específicos.
A medida segue os comentários recentes de Trump, que rejeitou qualquer flexibilização imediata das sanções contra a Rússia.
“Não suspendemos nenhuma sanção a ninguém”, disse ele aos repórteres no Salão Oval em 25 de fevereiro, em resposta a uma pergunta sobre o possível alívio como parte das negociações para acabar com a guerra na Ucrânia.
No dia seguinte, durante uma reunião do gabinete, ele reafirmou sua posição: “Agora não, não”, acrescentando que acredita que as sanções a Moscou acabarão sendo suspensas.
O fim da guerra na Ucrânia é um dos principais objetivos da política externa de Trump, que se envolveu diretamente com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em discussões que visavam a interromper as hostilidades.
Trump recentemente disse que estava em negociações sérias com Putin, não apenas sobre o fim da guerra, mas também sobre um possível acordo de desenvolvimento econômico entre os EUA e a Rússia. O acordo poderia conceder aos Estados Unidos acesso aos minerais de terras raras da Rússia, que são essenciais para as tecnologias civis e militares.
Putin, por sua vez, expressou abertura para aumentar a cooperação com Washington, propondo projetos conjuntos de extração de recursos — incluindo alumínio, terras raras e produção de energia hidrelétrica. O líder russo também sugeriu conversações sobre uma redução mútua de 50% nos orçamentos de defesa e elogiou os esforços diplomáticos de Trump para resolver o conflito na Ucrânia.
Enquanto isso, Trump está prestes a finalizar uma importante parceria econômica com a Ucrânia, com foco em terras raras, minerais essenciais e outros recursos. Embora o acordo não tenha garantias explícitas de segurança — uma exigência importante de Zelensky — ele oferece o que o Secretário do Tesouro Scott Bessent chamou de “garantia de segurança econômica”.
Zelensky deve visitar Washington em 28 de fevereiro para assinar o acordo, fortalecendo ainda mais os laços econômicos de Kiev com Washington e reforçando os interesses americanos na estabilidade de longo prazo da Ucrânia.
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