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China está farta da Rússia: " Parem com as ameaças "

Em meio a esse cenário, a China, através de seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, fez um apelo público à Rússia para que diminua o tom de suas ameaças

Publicada em 05/12/2024 às 10:01h - 26 visualizações

por Realidade Militar


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As recentes movimentações da Rússia no cenário global, com o lançamento do míssil balístico Oreshnik e a atualização de sua doutrina nuclear, têm gerado preocupações não apenas no Ocidente, mas também em seu aliado estratégico, a China. Pequim, que sempre manteve uma postura de apoio a Moscou, agora se vê em uma situação delicada, tentando equilibrar sua aliança com a Rússia e sua política de não proliferação nuclear.

A Rússia, sob a liderança de Vladimir Putin, tem intensificado suas ameaças nucleares, uma estratégia que não era vista desde os tempos da Guerra Fria. A nova doutrina nuclear russa amplia as condições para o uso de armas nucleares, incluindo ataques com mísseis e drones, justificando que tais ações representam uma ameaça direta devido ao apoio militar ocidental à Ucrânia. Moscou argumenta que, ao fornecer armamentos sofisticados, as nações ocidentais estão diretamente envolvidas no conflito.

Em meio a esse cenário, a China, através de seu porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, fez um apelo público à Rússia para que diminua o tom de suas ameaças. Lin destacou a necessidade de "calma e contenção" e defendeu a busca por "desescalada e redução dos riscos estratégicos através do diálogo". Essa posição reflete a preocupação de Pequim com a instabilidade que uma retórica nuclear pode gerar globalmente.

Embora a China se posicione como mediadora, a complexidade da situação vai além das declarações públicas. Desde a invasão russa à Ucrânia, a parceria entre China e Rússia se fortaleceu, com Pequim oferecendo apoio econômico e, possivelmente, militar. No entanto, a retórica agressiva de Putin coloca a China em uma posição desconfortável, pois contraria sua política de defesa nuclear, que prega o "não primeiro uso" de armas atômicas.

Além disso, a rápida expansão do arsenal nuclear chinês e suas próprias ameaças nucleares no passado, como contra o Japão e a Austrália, lançam dúvidas sobre a sinceridade de seus apelos por moderação. Analistas sugerem que a China pode estar usando a crise na Ucrânia para desviar a atenção de suas ambições no Indo-Pacífico, especialmente em relação a Taiwan.

A relação entre China e Rússia, embora baseada em interesses comuns contra a hegemonia dos Estados Unidos, enfrenta um teste crítico. A China precisa equilibrar seu apoio a Moscou com suas próprias ambições globais e a necessidade de estabilidade regional. A questão que permanece é se a China conseguirá conter as ameaças nucleares russas ou se usará a crise como uma oportunidade para avançar seus interesses estratégicos.

Este cenário complexo destaca os desafios geopolíticos atuais, onde alianças e rivalidades se entrelaçam em um delicado jogo de poder global. Enquanto a China pede moderação, as ações nos bastidores indicam que o equilíbrio de poder mundial está em constante mudança, com a China e a Rússia desempenhando papéis centrais nesse novo capítulo da história global.










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