O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou na quinta-feira que o governo brasileiro não tem a intenção de utilizar o projeto de lei que permite a adoção de tarifas de reciprocidade no comércio com outros países, incluindo os Estados Unidos. As declarações foram feitas durante uma entrevista ao podcast "Direto de Brasília", do Blog do Magno e da Folha de Pernambuco.
"É uma legislação importante, mas não pretendemos usá-la. O que buscamos é o diálogo e a negociação", declarou Alckmin.
Na quinta-feira, Lula afirmou que o governo tomará todas as providências necessárias para proteger as empresas brasileiras. "Diante da decisão dos Estados Unidos de impor uma taxa aos produtos brasileiros, tomaremos todas as medidas cabíveis para defender as nossas empresas e os nossos trabalhadores brasileiros, tendo como referência a lei da reciprocidade econômica, aprovada ontem pelo Congresso Nacional, e as diretrizes da Organização Mundial do Comércio", afirmou o presidente.
Alckmin reconheceu que, embora o Brasil tenha sido menos impactado do que outros países, a decisão ainda traz consequências negativas. "Entendemos que o comércio exterior é fundamental, pois gera empregos e traz competitividade. No entanto, é necessário que haja regras claras, o que justifica a existência da OMC [Organização Mundial do Comércio]. A decisão unilateral dos EUA não é benéfica para o comércio global, pois cria imprevisibilidade e insegurança, reduzindo os investimentos", afirmou.
O vice-presidente também mencionou que a tarifa média dos produtos dos EUA que entram no Brasil é de 2,72%, o que considera baixo. "Ela é baixa. Então o Brasil não é problema", declarou.
Alckmin ainda informou que equipes técnicas do Brasil e dos EUA devem se reunir na próxima semana para discutir negociações. Ele também destacou que a decisão dos EUA pode acelerar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve sancionar a proposta até nesta sexta-feira . O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados na quarta-feira em uma votação simbólica, sem registro nominal dos votos, e recebeu apoio tanto de aliados quanto da oposição no Senado.
Tarifaço de Trump
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou novas tarifas na, a qual havia denominado como ''Dia da Libertação''. As medidas impactam "todos os países" que exportam para o país norte-americano, entrando em vigor imediatamente.
''Iremos fazer a América rica novamente'', declarou em uma conferência de imprensa em Washington, classificando a ocasião como ''um dos dias mais importantes'' na história dos EUA.
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