O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta última sexta-feira (14), derrubar mais uma lei que flexibilizava o porte de armas no Brasil. Com isso, já são oito decisões da Corte que anulam legislações estaduais favoráveis ao direito ao armamento. Todas essas ações foram propostas pela Advocacia-Geral da União (AGU), em nome da Presidência da República, e tiveram votação unânime.
A última norma declarada inconstitucional foi a do Estado de Roraima, que concedia facilidades no porte de armas para caçadores, atiradores e colecionadores (CACs). Além dela, foram anuladas legislações similares dos seguintes Estados:
Mato Grosso do Sul
Paraná
Alagoas
Rio Grande do Sul
Espírito Santo
Município de Muriaé (MG)
Outras quatro ações seguem pendentes:
Três ainda aguardam julgamento no STF.
Uma quarta perdeu o objeto, pois a Justiça de Minas Gerais já havia derrubado a lei antes de chegar à Corte Suprema.
Além da questão dos CACs, algumas das leis anuladas pelo STF também concediam porte de arma a profissionais da segurança pública e privada, como:
Vigilantes
Seguranças de empresas públicas e privadas
Agentes de segurança socioeducativa
Integrantes da Polícia Científica
Servidores da Defensoria Pública
As ações da AGU foram apresentadas em dezembro de 2023, no fim do primeiro ano do governo Lula, e faziam parte de uma estratégia para frear a flexibilização das normas do governo anterior.
Em julho de 2024, o presidente Lula assinou um decreto sobre controle de armas, endurecendo as regras para a posse e o porte de armamento. No último dia do ano, ele publicou mais um decreto, criando a categoria de “atiradores de alto rendimento”, que impõe novas obrigações para clubes de tiro e restrições ao uso de armas.
Nosso grupo no WhatsApp ZY3 notícias: Não espere pelos algoritmos! Receba nossas notícias diretamente no seu celular. Além de notícias, tem a programação da ZY3, enquetes premiadas e matérias exclusias só para o grupo.
Clique aqui e entre no nosso grupo gratuito.