A GPX Telecom, provedora de internet localizada em Caucaia, no Ceará, anunciou o encerramento de suas atividades após ser alvo de ataques promovidos por criminosos ligados a uma facção criminosa. A empresa foi destruída em uma ação violenta, que resultou em danos irreparáveis à sua infraestrutura.
Em nota oficial, a empresa lamentou os prejuízos e afirmou que as ações criminosas tornaram impossível continuar operando.
“Em menos de 20 minutos, atos de vandalismo devastaram tudo o que construímos com tanto esforço e comprometimento, levando-nos a tomar a difícil decisão de encerrar nossas operações”, declarou a GPX Telecom.
Os ataques contra provedores de internet no Ceará vêm ocorrendo desde fevereiro de 2024. A facção criminosa Comando Vermelho exige que as operadoras paguem uma “taxa” para continuar oferecendo serviços na região. As empresas que se recusam a ceder à extorsão são alvo de represálias violentas, como cortes de cabos, incêndios de veículos e ataques contra suas sedes.
De acordo com a polícia, Fortaleza, Caucaia, Caridade e São Gonçalo do Amarante são alguns dos municípios afetados. Em Fortaleza, os bairros Pirambu e Jacarecanga sofreram impactos diretos, com interrupções no serviço de internet. A gravidade da situação fica evidente no município de Caridade, onde a conexão chegou a ser interrompida para 90% dos clientes.
O delegado Alisson Gomes, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas, afirmou que os ataques são coordenados pelo Comando Vermelho e que o objetivo da facção é forçar as provedoras a repassar uma parte da mensalidade paga pelos clientes. As que não aceitam o esquema de extorsão são atacadas, levando a prejuízos milionários e até ao fechamento de empresas, como ocorreu com a GPX Telecom.
Diante da escalada da violência, o governador Elmano de Freitas anunciou a criação de um grupo especial para investigar os ataques às provedoras de internet. Entretanto, as ações criminosas continuam, resultando na paralisação de empresas e na instabilidade dos serviços de telecomunicações no estado.
A situação expõe a vulnerabilidade das empresas frente à atuação do crime organizado, que agora ameaça setores essenciais da economia, como o fornecimento de internet. O fechamento da GPX Telecom evidencia a falta de segurança e a urgência de uma resposta mais eficaz do poder público para conter a ação das facções no estado.
É com um profundo sentimento de tristeza que anunciamos o encerramento de nossas atividades. Ao longo de nove anos, desde 2016, tivemos a honra de servir com dedicação e alegria os Bairros Parque Soledade, São Gerardo e Ponte Rio Ceará. Infelizmente, em meros 20 minutos, atos de vandalismo devastaram tudo o que construímos com tanto esforço e comprometimento, levando-nos a tomar a difícil decisão de encerrar nossas operações.
Esse triste episódio evidencia a fragilidade da segurança em que vivemos nos nossos dias atuais, onde o trabalho árduo de anos pode ser destruído em questão de minutos. Sempre priorizamos a qualidade e a legalidade em nossos serviços, e somos imensamente gratos pela confiança que vocês depositaram em nós ao longo dessa jornada.
Esperamos por justiça diante dessa situação alarmante que afeta a todos nós. Agradecemos, sinceramente, a cada um de vocês pelo apoio e pela compreensão.”
A Secretaria da Segurança Pública informa que a Polícia Civil investiga o crime, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco). O órgão destacou que 27 pessoas suspeitas de envolvimento com ataques a provedoras de internet já foram presas. As capturas ocorreram por força de mandados de prisão e em flagrante. Durante os trabalhos policiais, veículos, diversos aparelhos celulares, armas e munições também foram apreendidos.
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