Guilherme France, gerente de pesquisa da ONG Transparência Internacional, mencionou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, ao destacar principalmente a deterioração da luta contra a corrupção em países da América Latina.
Segundo o jornal Gazeta do Povo, a menção aconteceu quando o líder participou de uma audiência na segunda-feira, 3, na comissão de direitos humanos na Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, nos Estados Unidos.
A anulação de todos os processos e investigações da Operação Lava Jato contra o empresário Marcelo Odebrecht, que é um dos proprietários da empresa destacada como uma das principais beneficiárias de esquemas de corrupção durante os governos petistas anteriores à administração de Michel Temer, foi usada por France como exemplo de desmonte. Esta decisão foi tomada unilateralmente por Toffoli.
Para o UOL, informou o jornal, France declarou que a decisão de Toffoli está causando “reflexos sistêmicos” nos demais países da América Latina. Essa situação se dá principalmente devido à recusa do Judiciário brasileiro em colaborar com investigações de corrupção, ao bloquear o compartilhamento de informações e testemunhos fora do país.
“Daí a nossa decisão de protestar em conjunto com outros países na OEA”, afirmou France ao site na quarta-feira, dia 5. No mês de fevereiro, Toffoli também invalidou todas as ações da Operação Lava Jato contra o ex-ministro Antonio Palocci. Essa decisão abrange as ações decorrentes da força-tarefa do Ministério Público Federal, que era liderada na época pelo então juiz Sérgio Moro, atualmente senador.
No mês passado, ao comentar a decisão, a Transparência Internacional expressou que a ação “abala” a fé no STF. O Brasil recentemente alcançou sua menor pontuação no Índice de Percepção da Corrupção (IPC), que é monitorado pela Transparência Internacional.
O índice, que foi publicado em fevereiro deste ano, se relaciona ao ano de 2024 e avalia a percepção de especialistas e empresários acerca do grau de corrupção no setor público de cada nação.
A avaliação do IPC de cada um dos 180 países examinados é feita através da atribuição de pontuações numa escala de 0 a 100. Uma pontuação mais alta indica uma percepção melhor da integridade do país. O Brasil recebeu uma pontuação de 34, igualando-se a Nepal, Argélia, Malauí, Níger, Tailândia e Turquia.As informações são da Revista Oeste.
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