A exposição intensa ao sol e o estresse hídrico são desafios constantes para a agricultura, principalmente em regiões de clima quente. Para minimizar esses impactos, a Embrapa, em parceria com a Litho Plant, desenvolveu um protetor solar para plantas capaz de reduzir a queima de frutos e aumentar a resiliência das lavouras.
O produto, chamado Sombryt BR, é um fertilizante mineral simples à base de carbonato de cálcio. Ele cria uma película protetora nas folhas e frutos, reduzindo a absorção excessiva de calor e minimizando os efeitos da radiação solar.
Os testes já realizados apontam ganhos na produtividade e na qualidade dos frutos, com destaque para abacaxi, banana, citros, mamão, manga e maracujá.
Estudos de campo mostraram que o uso do Sombryt BR pode diminuir em até 20% os danos físicos nos frutos, evitando perdas e melhorando a aparência dos produtos colhidos.
Na cultura da laranja Pera, por exemplo, a aplicação do protetor solar resultou em um aumento médio de 12% na produtividade. O efeito protetor foi verificado em diferentes condições de irrigação, beneficiando especialmente os pomares que enfrentam períodos de seca.
Outros resultados promissores foram observados na produção de abacaxi, onde a tecnologia ajudou a reduzir a perda de frutos devido à insolação intensa.
Além da proteção contra queimaduras, o Sombryt BR melhora o balanço energético da planta. Isso significa que a cultura consegue regular melhor a transpiração, manter uma fotossíntese mais eficiente e utilizar a água de maneira otimizada.
Essas melhorias são essenciais para garantir maior produtividade em ambientes de clima seco e com altas temperaturas, onde a disponibilidade de água é um fator limitante.
O produto pode ser usado em cultivos orgânicos e convencionais, sem restrições. A aplicação é feita via pulverização, utilizando equipamentos agrícolas convencionais, como pulverizadores manuais, tratores ou drones.
O custo estimado do Sombryt BR deve variar entre R$ 80 e R$ 100 por litro, com doses recomendadas de 300 ml a 1,5 litro por hectare.
Nos pomares de mamão, os testes indicaram um aumento de 18% na firmeza da polpa e 20% no tamanho dos frutos.
Já na cultura da manga, a redução da queima solar foi de aproximadamente 20%, garantindo frutos com melhor aparência e qualidade de mercado.
No maracujá, além da proteção térmica, houve ganhos na eficiência fisiológica da planta, resultando em melhor aproveitamento da irrigação e aumento da produtividade.
--------
Nosso grupo no WhatsApp ZY3 notícias: Não espere pelos algoritmos! Receba nossas notícias diretamente no seu celular. |